PRÉMIO JOAQUIM CHISSANO - ALUMNI ESTUDANTE MOÇAMBICANO EM PORTUGAL

As candidaturas ao Prémio foram submetidas durante o mês de março.
A votação decorreu de 6 de abril a 22 de abril (inclusive).
A escolha da candidatura vencedora compreendeu quatro etapas, tendo cada uma a ponderação de 25%. Assim:

1. O Conselho Geral votou, de modo secreto, as propostas finalistas de 6 de abril a 22, às 12:00, de abril;
2. Os sócios empresas e sócios solidários da CCPM, com as quotas em dia votaram, de modo digital, nas propostas entre 6 de abril a 22 de abril, às 12:00; (cada Associado entra no seu login e vota);
3. A Comissão de Apoio votou, de modo secreto, as propostas finalistas
4. A Fundação Joaquim Chissano votou, de modo secreto, as propostas finalistas.

A indicação do vencedor coincidiu com a apresentação da candidatura vencedora ao Prémio Maria das Neves Rebelo de Sousa, via Zoom, no dia 22 de abril.

Votação reservada a sócios da CCPM.

A Candidatura vencedora do Prémio Joaquim Chissano 2021 foi a da Dra. Anabela Júlia Chambuca.


LISTA DE INSCRITOS 
    1
    GUSTAVO PAIPE Ver Perfil
    Gustavo Paipe, nasceu a 26 de Novembro de 1980 em Inhambane, Moçambique. É doutorado me Ciências do Desporto e mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
     
    Regressou a Moçambique em 2017, iniciou a sua atividade como Diretor Adjunto de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Educação Física e Desporto de Moçambique e Consultor em Políticas Públicas Desportivas.
     
    É membro fundador e coordenador do Grupo de Pesquisa em Gestão e Organização do Desporto e, membro fundador do Grupo de Investigação sobre Direito do Desporto, da Universidade de Oriente, Santiago de Cuba, bem como da Red Iberoamericana de Investigadores en Derecho y Gestión del Deport.
     
    Pertence ao conselho de direção do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Desporto e Atividade Física da Universidade Pedagógica de Moçambique e é membro fundador do Núcleo de Investigação em Ciências Sociais Aplicadas ao Desporto da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Pedagógica de Moçambique. 
    2
    ANTÓNIO SANTOS MATOS Ver Perfil
    António Santos Matos, fez o seu doutoramento na FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) no início do presente século e, desde então, tem desenvolvido um trabalho notável na área dos transportes em Moçambique, desempenhando atualmente as funções de PCA da Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMTM). 

    É, também Professor na Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane, onde foi também Diretor Geral do Património da Universidade. 

    Além disso, tem sido um ativo dinamizador de ações de cooperação com Portugal e com a Universidade do Porto, designadamente através do seu envolvimento na organização das sucessivas edições do Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia.
    3
    ANABELA JÚLIA CHAMBUCA Ver Perfil
    Licenciatura em Economia, concluída em 2000, Universidade de Coimbra

    Experiência profissional:
    Desde maio de 2019, consultora do Millenium Bim;
    De fevereiro de 2018 a abril de 2019, Diretora Nacional do Gabinete de Gestão do Risco do Ministério da Economia e Finanças de Moçambique;
    De outubro de 2016 a julho de 2017, Diretora do Gabinete da Primeira Dama do Presidente da República de Moçambique;
    De abril de 2012 a outubro de 2016, Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique;
    De setembro de 2010 a abril de 2012, Diretora Nacional Adjunta do Ministério das Finanças de Moçambique;
    De novembro de 2005 a setembro de 2010, Chefe de Departamento de Análise da Dívida e Gestão da Dívida Interna da Direção Nacional do Tesouro do Ministério do Plano e Finanças de Moçambique.


    4
    LEONEL ARTUR TOMO Ver Perfil
    Licenciatura em Economia, concluída em 2005, Universidade de Coimbra
    Mestrado em Economia, concluído em 2008, Universidade de Coimbra

    Bolsas:
    Foi bolseiro do Instituto de Cooperação Portuguesa e recebeu uma bolsa Sylff no âmbito do Mestrado em Economia pela Universidade de Coimbra em Portugal.

    Experiência profissional:
    Desde abril de 2018, é Coordenador da área de Mercado Monetário, Mercado de Capitais, Activos de Renda Fixa no BancABC Moçambique e, tem desenvolvido modelos para dinamização do Mercado Secundário de títulos de dívida em Moçambique.
    É o principal candidato, numa lista única, aos Orgãos Sociais da Associação dos Mercados Financeiros de Moçambique (ACI Moçambique).
    Em 2018, fundou uma Startup : AMF - Academia Mercados Financeiros , vocacionada para a certificação internacional dos dealers a operar no mercado financeiro moçambicano e ao nível dos PALOPs. É neste momento o primeiro e único formador ao nível dos PALOPs acreditado do ACI Dealing Certificate pela ACIFMA.
    Em 2017, foi responsável pela construção do Bond Trading Desk no BancABC, culminando com a primeira operação de Renda Fixa do banco.
    Foi docente nas principais universidades moçambicanas (Universidade Eduardo Mondlane, Universidade Apolitécnica, Universidade São Tomás de Moçambique) tendo implementado as aulas práticas de Econometria com recurso aos programas econométricos de regressão.

    5
    RUDÊNCIO MORAIS Ver Perfil
    Mestrado em Engenharia Geológica e de Minas , concluído em 2013, Universidade de Coimbra

    Experiência profissional:
    Docente no ISCTEM e na UDM;
    Vice-Presidente da Associação Geológica Mineira de Moçambique;
    Membro e assessor da Yes Mozambique;
    Patrono da iniciativa designada Passeio Geológico pela Katembe;
    Administrador Executivo do Pelouro de Pesquisa e Produção na Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH);
    Administrador Não Executivo da ENHTechnip;
    Administrador Não Executivo da ENHRA4.


    6
    PAULA CRISTINA SANTANA AFONSO Ver Perfil
    Paula Cristina Santana Afonso destaca-se em Moçambique na área da gestão dos recursos pesqueiros. 

    É atualmente Diretora Nacional do Instituto Nacional de Investigação Pesqueira de Moçambique e realizou na Universidade do Algarve o mestrado em Aquacultura e Pescas. 

    Coordena e desenvolve trabalhos de investigação necessários ao conhecimento científico dos recursos pesqueiros (pesca e aquacultura) das águas jurisdicionais moçambicanas tendo em vista a sua gestão, conservação e otimização da sua exploração.
    7
    MARIA LUÍSA LARANJEIRA MACHATINE Ver Perfil
    Lic. Gestão 2005, pela Universiade de Évora 

    Inspetora Sénior de Finanças em Inspeção-Geral de Finanças 

    Consultora Financeira nas áreas de acompanhamento e avaliação de licitações, avaliação de processos e aquisições, emissão pareceres de execução financeira de gestão empresarial, pública e privada. Maria Machatine é, desde 2018, membro da direção do Instituto de Auditores Internos de Moçambique e trabalha, em Maputo, há 11 anos, na Inspeção Geral de Finanças desempenhando as funções: 
    - Exercício do controlo interno da administração financeira do Estado, nas áreas orçamental, financeira e patrimonial, através de atividades de verificação do cumprimento da legalidade, regularidade, economia, eficiência e eficácia, tendo em vista a boa gestão dos recursos financeiros do Estado;
    - Avaliação de agências de serviços, planos, programas e sistemas; 
    - Prestação de apoio técnico e especializado ao Ministro das Finanças.

    https://www.linkedin.com/in/maria-luisa-laranjeira-machatine-00950b69/
    8
    ÉDER FRANCISCO PAULO Ver Perfil
    Lic. Gestão 2007, Universiade Évora
    Mestrado Gestão - Finanças 2011, Universidade Évora

    CFO na UX Information Technologies Lda

    O percurso profissional de Éder Francisco Paulo destacou-se inicialmente enquanto professor de Gestão Financeira na Universidade Politécnica, em Maputo, desempenhando as funções de Analista de Mercados no Banco Comercial e de Investimentos de Moçambique, de 2012 a 2015, e, no ano seguinte, enquanto Diretor de Mercados no Nosso Banco. Em 2017 torna-se CFO – Chief Financial Officer, na UX Information Technologies, empresa de desenvolvimento de serviços tecnológicos na área do recrutamento, da educação e inclusão financeira, criando serviços móveis para quem não tem banco.

    https://www.linkedin.com/in/%C3%A9der-paulo-83aa4b9a/






Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal
Regulamento

Joaquim Alberto Chissano, nascido no Distrito de Chibuto, Província de Gaza, Moçambique, em 22 de Outubro de 1939, foi presidente de Moçambique de 1986 a 2005. Em 1951, foi o primeiro estudante negro a matricular-se no Liceu Salazar (atual Escola Secundária Josina Machel), onde fez os seus estudos secundários. Em 1960, partiu para Portugal para cursar medicina, mas abandonou este país em 1961 devido a perseguição política. Juntou-se à FRELIMO em 1963, na sequência da sua associação com a causa nacionalista. É Doutor honoris causa pela Universidade do Minho e pela Universidade de Coimbra. Venceu a primeira edição do prémio Mo Ibrahim, destinado a premiar estadistas africanos que se tenham distinguido pela boa governação que realizaram nos seus países.
Considerando o contributo que os estudantes podem promover na memória de muitas entidades e populações, através da indelével marca que deixam no desenvolvimento das relações socioeconómicas e da academia, função da sua personalidade e sentido de cooperação, entende a Câmara de Comércio Portugal-Moçambique (CCPM) honrar os seus legados com um prémio que homenageie moçambicanos que tenham estudado em Portugal, reconhecendo, desta forma, o mérito e o contributo para a investigação, o empreendedorismo e a solidariedade.
Entende, ainda, a Câmara de Comércio Portugal-Moçambique honrar o legado do Presidente Joaquim Chissano, também antigo estudante em Portugal, através do reconhecimento da excelência da sua ação na promoção da solidariedade e aproximação entre os povos português e moçambicano, atribuindo o seu nome a um prémio anual a ser conferido a antigo estudante moçambicano em Portugal, nos termos deste Regulamento.

Introdução

A CCPM tem, como principal objetivo, a construção de uma sociedade inclusiva, capaz de valorizar as relações sociais, académicas e económicas entre as comunidades dos dois países.
O
Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal, a ser atribuído a partir de 2021, tem como finalidade reconhecer individualidades moçambicanas que, tendo feito os seus estudos em Portugal, realizam trabalho relevante e se tenham distinguido na área Académica, no Empreendedorismo, na Causa Pública ou de Gestão em Moçambique.

Artigo 1.º
Objetivo

O objetivo do "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" é distinguir individualidades que, em parte ou no todo, tenham feito os seus estudos em instituições de ensino superior em Portugal, e tenham contribuído de forma decisiva e com particular impacto na sociedade moçambicana, quer através de uma abordagem teórica (designadamente, com a introdução de novos conceitos, de novas metodologias ou da contribuição para a modificação de mentalidades), quer por via de uma abordagem prática (designadamente, de modalidades de apoio direto).

Artigo 2.º
Elegibilidade

São elegíveis as candidaturas de cidadãos de nacionalidade moçambicana que tenham frequentado instituições de ensino superior em Portugal, e que se tenham distinguido, em Moçambique, na defesa e na promoção do ideal de uma sociedade inclusiva.

Artigo 3.º
Periodicidade

O "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" é atribuído anualmente.

Artigo 4.º
Valor do Prémio

O "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" deve relevar um particular significado. Assim, sob simbolismo mitológico do ouro, o prémio consiste numa barra de ouro de 50 gr com o Grau máximo de pureza do mercado (999.9), referência C-Hafner Fine Gold Bar 50g Minted e certificado pela London Bulliion Market (LBMA), com número de série único, acompanhado por uma placa identificativa do prémio, do ano e nome do homenageado, sendo suportado pela CCPM.
Serão, ainda, entregues réplicas da mesma placa sobre a associação dos alumni à Instituição de Ensino (alma mater) e à Fundação Joaquim Chissano.

Artigo 5.º
Menção Honrosa

Cada Instituição de Ensino Superior (IES) associada da CCPM pode, anualmente, propor um seu antigo estudante moçambicano (Alumni) que se tenha particularmente distinguido na sua vida académica, e ao qual a CCPM atribuirá uma Menção Honrosa.

Artigo 6.º
Comissão de Apoio

1. A Comissão de Apoio (a Comissão) identifica, deliberando por maioria simples dos seus membros, até seis (6) propostas finalistas.
Câmara de Comércio Portugal-Moçambique 3 Fundação Joaquim Chissano
2. A Comissão é constituída por representantes (um por instituição) dos Senhores Reitores das Universidades, dos Senhores Presidentes dos Institutos e dos Senhores Diretores das Faculdades associadas da CCPM.
3. Integram, também, a Comissão os sócios solidários que sejam Professores Universitários, em Portugal ou em Moçambique.
4. O mandato de cada representante é de um ano.
5. O Presidente do Conselho Geral da CCPM é, por inerência, presidente da Comissão, cabendo à Fundação Joaquim Chissano indicar, anualmente, um vice-Presidente.
6. Para efeitos operacionais, o Presidente da Comissão delega competências, anualmente, num membro da Comissão. Cabe a este vice-Presidente assegurar os bons procedimentos da Comissão.
7. O Presidente da Direção da CCPM integra, por inerência, a Comissão. O representante da Fundação Joaquim Chissano integra, por inerência o Conselho Geral da CCPM.
8. Para além das candidaturas submetidas, online, conforme o previsto no Artigo 9.º deste regulamento, cada membro da Comissão poderá propor candidatos.
9. A CCPM deve indicar o Secretário da Comissão, sem direito a voto, com a missão de apoiar os seus trabalhos e redigir as atas.
10. Em caso de empate, o representante da Fundação Joaquim Chissano terá o voto de qualidade.

Artigo 7.º
Processo de Votação

1. A coordenação e acompanhamento do processo de atribuição do Prémio é da responsabilidade do Conselho Geral da CCPM, composto por personalidades de reconhecido mérito.
2. O processo de voto compreende quatro etapas, com a ponderação de 25% cada. Assim;
a. O Conselho Geral vota, de modo secreto, as propostas finalistas de 1 de abril a 15 de abril;
b. Os sócios empresas e sócios solidários da CCPM, com as quotas em dia votam, de modo digital, nas propostas entre 1 de abril a 15 de abril;
c. A Comissão de Apoio vota, de modo secreto, as propostas finalistas;
d. A Fundação Joaquim Chissano vota, de modo secreto, as propostas finalistas.
3. A indicação do vencedor coincide com o jantar de Gala do Prémio Maria das Neves Rebelo de Sousa, no Círculo Eça de Queirós, no dia 20 de abril.
4. Serão convidados ao jantar os seis candidatos finalistas, podendo, cada um, fazer-se representar por um (1) seu representante.
5. A decisão de atribuição do "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" não é passível de recurso.


Artigo 8.º
Critérios de Avaliação

No processo de avaliação das candidaturas são considerados, como critérios fundamentais, a prossecução dos objetivos que presidiram à instituição do Prémio, bem como o impacto, a originalidade e o caráter inovador da contribuição dos candidatos para o ideal de uma sociedade inclusiva, do desenvolvimento económico e do fortalecimento do Sistema de Ciência e Tecnologia de Moçambique e de Portugal.

Artigo 9.º
Candidaturas

1. As candidaturas, devidamente fundamentadas, devem ser submetidas online, durante o mês de março de cada ano, em www.ccpm.pt e de acordo com as instruções aí referidas.
2. Os documentos a incluir na candidatura deverão evidenciar os resultados e os impactos das atividades desenvolvidas por cada candidato.
3. Para além dos documentos submetidos com a candidatura, a Comissão de Apoio pode solicitar esclarecimentos adicionais sobre o trabalho desenvolvido pelos candidatos.
4. O Conselho Geral da CCPM, até ao dia 30 de março desse ano, identificará até seis projetos, que serão alvo de votação.
5. O Prémio será entregue no Salão Nobre da Universidade em que o candidato obteve o seu grau académico mais elevado em Portugal, ou na sede da Fundação Joaquim Chissano, em Maputo, devendo a cerimónia decorrer no mês de abril ou outra data a acordar entre as entidades relevantes.

CORPORATE