PRÉMIO JOAQUIM CHISSANO - ALUMNI ESTUDANTE MOÇAMBICANO EM PORTUGAL

As candidaturas ao Prémio são submetidas durante o mês de março.
A votação irá decorrer de 1 abril a 15 de abril (inclusive).
A escolha da candidatura vencedora compreende quatro etapas, tendo cada uma a ponderação de 25%.
O processo de voto compreende quatro etapas, com a ponderação de 25% cada. Assim:

1. O Conselho Geral vota, de modo secreto, as propostas finalistas de 1 de abril a 15 de abril;
2. Os sócios empresas e sócios solidários da CCPM, com as quotas em dia votam, de modo digital, nas propostas entre 1 de abril a 15 de abril; (cada Associado entra no seu login e vota);
3. A Comissão de Apoio vota, de modo secreto, as propostas finalistas
4. A Fundação Joaquim Chissano vota, de modo secreto, as propostas finalistas.

A indicação do vencedor coincide com o jantar de Gala do Prémio Maria das Neves Rebelo de Sousa, no Círculo Eça de Queirós, no dia 20 de abril.
Serão convidados ao jantar os seis candidatos finalistas, podendo, cada um, fazer-se representar por um (1) seu representante.


LISTA DE INSCRITOS 
    1
    GUSTAVO PAIPE Ver Perfil
    Gustavo Paipe, nasceu a 26 de Novembro de 1980 em Inhambane, Moçambique. É doutorado me Ciências do Desporto e mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
    Regressou a Moçambique em 2017, iniciou a sua atividade como Diretor Adjunto de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Educação Física e Desporto de Moçambique e Consultor em Políticas Públicas Desportivas.
    É membro fundador e coordenador do Grupo de Pesquisa em Gestão e Organização do Desporto e, membro fundador do Grupo de Investigação sobre Direito do Desporto, da Universidade de Oriente, Santiago de Cuba, bem como da Red Iberoamericana de Investigadores en Derecho y Gestión del Deport.
    Pertence ao conselho de direção do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Desporto e Atividade Física da Universidade Pedagógica de Moçambique e é membro fundador do Núcleo de Investigação em Ciências Sociais Aplicadas ao Desporto da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Pedagógica de Moçambique. 
    2
    ANTÓNIO SANTOS MATOS Ver Perfil
    António Santos Matos, fez o seu doutoramento na FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) no início do presente século e, desde então, tem desenvolvido um trabalho notável na área dos transportes em Moçambique, desempenhando atualmente as funções de PCA da Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMTM). 
    É, também Professor na Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane, onde foi também Diretor Geral do Património da Universidade. 
    Além disso, tem sido um ativo dinamizador de ações de cooperação com Portugal e com a Universidade do Porto, designadamente através do seu envolvimento na organização das sucessivas edições do Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia.
    3
    INÊS BEATRIZ FERNANDES MACHUNGO Ver Perfil
    Concluiu em 1988 a Licenciatura em Estudos Portugueses e Franceses na Universidade de Coimbra
    É Professora Auxiliar e Diretora dos Cursos de Pós-graduação em Linguística na Universidade Eduardo Mondlane
    Membro da Comissão Científica da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM
    Membro da Academia de Ciências de Moçambique
    Membro da Comissão Nacional para o Instituto Internacional de Língua Portuguesa
    4
    ANABELA JÚLIA CHAMBUCA PINHO Ver Perfil
    Estudou Economia na Universidade de Coimbra de 1995 a 2000.

    De 2017 a início de 2019 foi diretora nacional no Ministério da Economia e Finanças
    Em 2016 e 2017 foi diretora do gabinete da Primeira Dama
    Foi Presidente da Bolsa de Valores de Moçambique de 2012 a 2016
    5
    LEONEL ARTUR TOMO Ver Perfil
    Concluiu licenciatura e mestrado em Economia na Universidade de Coimbra de 1999 a 2008

    Atualmente é Senior Forex Trader e Head of Money Market no Banc ABC Part of Atlas Mara
    6
    RUDÊNCIO MORAIS Ver Perfil
    Concluiu o Mestrado em Engenharia Geológica e de Minas na Universidade de Coimbra em 2013
    Atualmente é Vice-Presidente para Exploração e Produção na Empresa Nacional de Hidrocarbonetos

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Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal
Regulamento

Joaquim Alberto Chissano, nascido no Distrito de Chibuto, Província de Gaza, Moçambique, em 22 de Outubro de 1939, foi presidente de Moçambique de 1986 a 2005. Em 1951, foi o primeiro estudante negro a matricular-se no Liceu Salazar (atual Escola Secundária Josina Machel), onde fez os seus estudos secundários. Em 1960, partiu para Portugal para cursar medicina, mas abandonou este país em 1961 devido a perseguição política. Juntou-se à FRELIMO em 1963, na sequência da sua associação com a causa nacionalista. É Doutor honoris causa pela Universidade do Minho e pela Universidade de Coimbra. Venceu a primeira edição do prémio Mo Ibrahim, destinado a premiar estadistas africanos que se tenham distinguido pela boa governação que realizaram nos seus países.
Considerando o contributo que os estudantes podem promover na memória de muitas entidades e populações, através da indelével marca que deixam no desenvolvimento das relações socioeconómicas e da academia, função da sua personalidade e sentido de cooperação, entende a Câmara de Comércio Portugal-Moçambique (CCPM) honrar os seus legados com um prémio que homenageie moçambicanos que tenham estudado em Portugal, reconhecendo, desta forma, o mérito e o contributo para a investigação, o empreendedorismo e a solidariedade.
Entende, ainda, a Câmara de Comércio Portugal-Moçambique honrar o legado do Presidente Joaquim Chissano, também antigo estudante em Portugal, através do reconhecimento da excelência da sua ação na promoção da solidariedade e aproximação entre os povos português e moçambicano, atribuindo o seu nome a um prémio anual a ser conferido a antigo estudante moçambicano em Portugal, nos termos deste Regulamento.

Introdução

A CCPM tem, como principal objetivo, a construção de uma sociedade inclusiva, capaz de valorizar as relações sociais, académicas e económicas entre as comunidades dos dois países.
O
Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal, a ser atribuído a partir de 2021, tem como finalidade reconhecer individualidades moçambicanas que, tendo feito os seus estudos em Portugal, realizam trabalho relevante e se tenham distinguido na área Académica, no Empreendedorismo, na Causa Pública ou de Gestão em Moçambique.

Artigo 1.º
Objetivo

O objetivo do "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" é distinguir individualidades que, em parte ou no todo, tenham feito os seus estudos em instituições de ensino superior em Portugal, e tenham contribuído de forma decisiva e com particular impacto na sociedade moçambicana, quer através de uma abordagem teórica (designadamente, com a introdução de novos conceitos, de novas metodologias ou da contribuição para a modificação de mentalidades), quer por via de uma abordagem prática (designadamente, de modalidades de apoio direto).

Artigo 2.º
Elegibilidade

São elegíveis as candidaturas de cidadãos de nacionalidade moçambicana que tenham frequentado instituições de ensino superior em Portugal, e que se tenham distinguido, em Moçambique, na defesa e na promoção do ideal de uma sociedade inclusiva.

Artigo 3.º
Periodicidade

O "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" é atribuído anualmente.

Artigo 4.º
Valor do Prémio

O "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" deve relevar um particular significado. Assim, sob simbolismo mitológico do ouro, o prémio consiste numa barra de ouro de 50 gr com o Grau máximo de pureza do mercado (999.9), referência C-Hafner Fine Gold Bar 50g Minted e certificado pela London Bulliion Market (LBMA), com número de série único, acompanhado por uma placa identificativa do prémio, do ano e nome do homenageado, sendo suportado pela CCPM.
Serão, ainda, entregues réplicas da mesma placa sobre a associação dos alumni à Instituição de Ensino (alma mater) e à Fundação Joaquim Chissano.

Artigo 5.º
Menção Honrosa

Cada Instituição de Ensino Superior (IES) associada da CCPM pode, anualmente, propor um seu antigo estudante moçambicano (Alumni) que se tenha particularmente distinguido na sua vida académica, e ao qual a CCPM atribuirá uma Menção Honrosa.

Artigo 6.º
Comissão de Apoio

1. A Comissão de Apoio (a Comissão) identifica, deliberando por maioria simples dos seus membros, até seis (6) propostas finalistas.
Câmara de Comércio Portugal-Moçambique 3 Fundação Joaquim Chissano
2. A Comissão é constituída por representantes (um por instituição) dos Senhores Reitores das Universidades, dos Senhores Presidentes dos Institutos e dos Senhores Diretores das Faculdades associadas da CCPM.
3. Integram, também, a Comissão os sócios solidários que sejam Professores Universitários, em Portugal ou em Moçambique.
4. O mandato de cada representante é de um ano.
5. O Presidente do Conselho Geral da CCPM é, por inerência, presidente da Comissão, cabendo à Fundação Joaquim Chissano indicar, anualmente, um vice-Presidente.
6. Para efeitos operacionais, o Presidente da Comissão delega competências, anualmente, num membro da Comissão. Cabe a este vice-Presidente assegurar os bons procedimentos da Comissão.
7. O Presidente da Direção da CCPM integra, por inerência, a Comissão. O representante da Fundação Joaquim Chissano integra, por inerência o Conselho Geral da CCPM.
8. Para além das candidaturas submetidas, online, conforme o previsto no Artigo 9.º deste regulamento, cada membro da Comissão poderá propor candidatos.
9. A CCPM deve indicar o Secretário da Comissão, sem direito a voto, com a missão de apoiar os seus trabalhos e redigir as atas.
10. Em caso de empate, o representante da Fundação Joaquim Chissano terá o voto de qualidade.

Artigo 7.º
Processo de Votação

1. A coordenação e acompanhamento do processo de atribuição do Prémio é da responsabilidade do Conselho Geral da CCPM, composto por personalidades de reconhecido mérito.
2. O processo de voto compreende quatro etapas, com a ponderação de 25% cada. Assim;
a. O Conselho Geral vota, de modo secreto, as propostas finalistas de 1 de abril a 19 de abril;
b. Os sócios empresas e sócios solidários da CCPM, com as quotas em dia votam, de modo digital, nas propostas entre 1 de abril a 19 de abril;
c. A Comissão de Apoio vota, de modo secreto, as propostas finalistas;
d. A Fundação Joaquim Chissano vota, de modo secreto, as propostas finalistas.
3. A indicação do vencedor coincide com o jantar de Gala do Prémio Maria das Neves Rebelo de Sousa, no Círculo Eça de Queirós, no dia 20 de abril.
4. Serão convidados ao jantar os seis candidatos finalistas, podendo, cada um, fazer-se representar por um (1) seu representante.
5. A decisão de atribuição do "Prémio Joaquim Chissano - Alumni Estudante Moçambicano em Portugal" não é passível de recurso.


Artigo 8.º
Critérios de Avaliação

No processo de avaliação das candidaturas são considerados, como critérios fundamentais, a prossecução dos objetivos que presidiram à instituição do Prémio, bem como o impacto, a originalidade e o caráter inovador da contribuição dos candidatos para o ideal de uma sociedade inclusiva, do desenvolvimento económico e do fortalecimento do Sistema de Ciência e Tecnologia de Moçambique e de Portugal.

Artigo 9.º
Candidaturas

1. As candidaturas, devidamente fundamentadas, devem ser submetidas online, durante o mês de março de cada ano, em www.ccpm.pt e de acordo com as instruções aí referidas.
2. Os documentos a incluir na candidatura deverão evidenciar os resultados e os impactos das atividades desenvolvidas por cada candidato.
3. Para além dos documentos submetidos com a candidatura, a Comissão de Apoio pode solicitar esclarecimentos adicionais sobre o trabalho desenvolvido pelos candidatos.
4. O Conselho Geral da CCPM, até ao dia 30 de março desse ano, identificará até seis projetos, que serão alvo de votação.
5. O Prémio será entregue no Salão Nobre da Universidade em que o candidato obteve o seu grau académico mais elevado em Portugal, ou na sede da Fundação Joaquim Chissano, em Maputo, devendo a cerimónia decorrer no mês de abril ou outra data a acordar entre as entidades relevantes.

CORPORATE