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UMA NOVA PÁGINA

NAS RELAÇÕES POLÍTICAS E ECONÓMICAS
ENTRE PORTUGAL E MOÇAMBIQUEDrJoãoNavega

A iniciativa política para resolver o contencioso de Cahora Bassa teve lugar durante a Presidência de Joaquim Chissano. A diplomacia moçambicana fez do tema um ícone da sua política externa no relacionamento bilateral com Portugal e, com muita persistência, foi logrando os seus objectivos, vencendo resistências do lado português e fazendo gerar a boa vontade que sempre precede um acordo.
Do lado português, os sucessivos Governos de Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates mostraram sensibilidade para a posição moçambicana e deram forte impulso e apoio à iniciativa. Mas, seria já o Presidente Armando Guebuza quem, a 31 de Outubro de 2006, em Maputo, e como Presidente de Moçambique, assinou com o Estado português, representado pelo seu Primeiro-ministro José Sócrates, o Acordo respeitante à venda da participação de 82% que o Estado português detinha no consórcio da assim designada HCB – Hidroeléctrica de Cahora Bassa.
Olhando para trás, pode afirmar-se sem tibieza que a reversão de Cahora Bassa para os moçambicanos se revelou no maior e mais positivo marco no relacionamento entre Moçambique e Portugal desde a independência de Moçambique.
Um segundo marco importante nas relações entre ambos os países foi o Acordo para a realização de Cimeiras Anuais entre os dois Estados ao mais alto nível, as quais têm tido lugar com grande sucesso desde 2010. Há cinco anos, portanto, oferecendo oportunidades anuais de criar mecanismos de incremento às relações entre ambos os países em todos os domínios.
Se tivéssemos que escolher um terceiro e último marco relevante para a intensificação das relações entre os dois países, nos últimos dez anos, poderia arriscar dizer que foi a eleição do Presidente Filipe Nyusi como Presidente de Moçambique.Com efeito, Filipe Nyusi é o quarto Presidente da República de Moçambique.
É um homem do norte, é maconde, jovem de 56 anos de idade, casado e com quatro filhos. Sendo os pais veteranos da FRELIMO, Filipe Nyusi viveu e frequentou os estudos primários na vizinha Tanzânia. Com 14 anos de idade, em 1973, e ainda antes da independência, filiou-se na FRELIMO. O ensino secundário já seria frequentado na cidade da Beira. É licenciado em engenharia na Checoslováquia e fez uma pós-graduação no Reino Unido. Foi director dos CFM – Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique e Ministro da Defesa do Presidente Armando Guebuza. Embora a história pessoal de Filipe Nyusi esteja muito ligada à história recente da FRELIMO, aos ideais da independência, e tendo sido a sua educação feita no apego aos valores do socialismo, Filipe Nyusi conheceu bem a cultura ocidental, e como tantos homens bons do seu tempo tem demonstrado na sua vida política e profissional uma capacidade para contribuir para a evolução de Moçambique ajustando os valores históricos do seu partido e o seu pensamento político a uma visão patriótica e pragmática da conjuntura actual do mundo e do seu país. Acresce que Filipe Nyusi é engenheiro de formação, um gestor, conhecedor do mundo das empresas e da actividade económica.

CAMPEÕES DO INVESTIMENTO
A primeira visita de Estado de Filipe Nyusi foi feita a Portugal em Julho de 2015. Foi um sucesso. Mas o interessante é que, mesmo antes de partir para Lisboa, reuniu-se antecipadamente com os 12 maiores grupos económicos portugueses em Moçambique, reconhecendo publicamente a relevância dos portugueses para o desenvolvimento do país. "Vocês são os campeões na promoção do investimento em Moçambique. Esperamos que as vossas empresas continuem a investir no país", afirmou Filipe Nyusi, no início do encontro. Com efeito, o investimento directo português em Moçambique atingiu 336 milhões de dólares (303 milhões de euros ao câmbio actual) em 2014, quase o dobro dos 171 milhões registados em 2013, e foi o que criou mais emprego no país.

De acordo com dados do Centro de Promoção de Investimentos (CPI) ...

João Navega
Presidente de Direcção

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